segunda-feira, 27 de julho de 2009

Vídeo relacionado ao conteúdo que estudamos em sala

Fizemos um vídeo amador em que procuramos fazer relação da matéria que estão sendo aprendidas com a prática. Então fizemos um vídeo em que convidamos uma criança em processo de alfabetização, utiliza várias figuras sortidas para fazer sua leitura do que já se sabia e pedimos para que a criança ficasse avontade para dizer o que quisesse sobre aquelas figuras, claro que em certos momentos intervimos para não deixar um pouco vago. Veja o que deu:


domingo, 26 de julho de 2009

Práticas de Linguagem Oral e Alfabetização Inicial na Escola: Perspectiva Sociolingüística




Autor: Erick Jacobson

Na introdução do texto o autor começa fazendo um crítica aos profissionais da educação, eles necessitariam que os professores pudessem melhor se qualificar para aprender a receber o que os aluno trazem para sala de aula como conhecimento. Não é simplesmente chegar desconstruindo toda uma bagagem e sim fazem proveito desse conteúdo. Cada vez que os meninos e meninas utilizam do aprendizado com os pais vão construindo o seu próprio lugar no mundo da leitura e escrita.

O meio em que a criança vive está diretamente influenciada com relação as questões que a escola usa como práticas letradas, que é aquele primeiro contato com a leitura a de imagem; se a criança cresce em um ambiente em que a escola não perpassa por questões sociais ou religiosas essa criança terá uma dificuldade nessas prática letradas que é o ponto inicial na alfabetização. Se os professores não reconhecem, nem apóiam as habilidades dos meninos e meninas trazem para aprender novas práticas letradas, desvalorizando totalmente suas comunidades de onde os provêm, essa escola então será considerada problemática para os alunos e não os alunos serão problemáticos para a escola segundo o autor.

A relação entre o uso da linguagem oral e a alfabetização inicial é apresentada com três aspectos diferentes como exemplo entre os usos: 1) Examina a opção lingüística escolhida para a leitura e a escrita; cada criança chega com suas experiência nas comunidades, já na escola o contexto multilíngües faz a diferença entre a língua materna que se inicia na família e a linguagem da escola para alfabetização que pode se bem problemática. 2) Variações na estrutura participante de atividades de leitura e escrita; nas comunidades esse ato se dá mais como um processo grupal, pois a leitura e a escrita são parecidas com a forma que se fala. 3) Como construir uma história ou um texto; essa forma muitas das vezes são implícitas, dificultando o desenvolvimento dos alunos que não compartilha da mesma realidade da escola.

Quando a língua da casa não é a mesma que a da escola, é necessário realizar difíceis negociações. O texto cita o exemplo que nos Estados Unidos existem programas de educação bilíngüe, serve para os imigrantes matricularem seus filhos em uma escola que ensina a língua materna para que a partir daí possa ser trabalhado o inglês. Levando em consideração ao nosso País em que temos uma língua oficial e vários dialetos dessa mesma língua que pode ser identificada através das regiões em que nosso país é dividido; também poderia ter esse programa de adaptação, mas, regional, apesar de termos uma língua oficial à mesma educação que se dá no sul do país é diferente da do norte, que é diferente da do sudeste assim vai. Poderíamos assim harmonizar o nosso português que é bem mesclado pelas regiões.

Os Estados Unidos tem uma estrutura participante do processo de alfabetização, segundo o autor o professor dá a palavra, assinalando quem tem que falar e se espera que eles levantem a mão para que sejam indicados. Essa estrutura participante é muito freqüente e se encontra tão arraigada, que muitos estudantes e professores a descrevem como forma natural de ensinar leitura e escrita. Devemos ficar mais atentos ao tipo de colaboração que se pratica e valorizar também. Esse método o Brasil talvez não fizesse sucesso, pois, a educação ainda está em processo de transformação e esse método corresponde ao contrário do sistema que está tentando ser implantado, pois o método atual visa dar uma assistência maior ao aluno que não consegue acompanhar os demais, já o método americano supõe-se que todos os alunos possam ser de igual a igual no parâmetro daquele conteúdo.

Para poder construir histórias e textos os meninos e menisa devem dominar um número de registros escritos. Por essa razão, a leitura de contos é a prática alfabetizadora do lar que se percebe como mais relacionadas com o êxito dos meninos e meninas na posterior tarefa de aprender a ler e escrever. Quando escutam ou leêm um conto em casa, eles estão praticando com os tipos de textos que lerão e produzirão das aulas de educação infantil em diante. Baseada nessa informações que o autor pensa que além os problemas cognitivos ou de desenvolvimento que são diagnosticadas nas escolas estão cada vez mais atreladas as estruturas escolares que não se oportunam das expectativas que trazem das suas experências que antecedem a de sua vida de estudante.

É importante que a escola não trate os meninos e meninas que provêm de ambientes sociolingüísticos diferentes como deficientes, como se lhes faltassem os recursos básicos necessário para a educação. Por mais que sejam verdade que algumas crianças que vem de uma família de analfabetos apresentem problemas no processo escolar, os professores, pois, deveriam construir pontes entre ambas as formas de usar a linguagem.

Em vez de se centrar unicamente naquilo que lhes falta na alfabetização, deveríamos pensar em quais são seus pontos fortes, inclusive quando esses pontos fortes não são os que têm sido valorizados tradicionalmente no ambiente escolar. Para o autor os professores e as professoras e as escolas precisam educa-se a si mesmos em relação a seus estudantes para criar estruturas de gestão da aula culturalmente sensíveis. Concordo com essa concepção, pois, se fosse aceitável que as famílias também pudessem ser responsáveis diretos na alfabetização dos alunos, havería uma troca mais rica e trabalhosa da concretização desse projeto, talvez seja feito de forma mais rápida e prazerosa do que só sobrecarregando uma instituição.

O autor apresenta algumas propostas dirigidas aos professores de educação infantil:

O ensino da leitura e da escrita deveria partir do uso da linguagem em casa, alfabetização inicial deveria apoiar a exploração da linguagem, as classes de leitura e escrita deveriam incluir instrução específica para os alunos que a necessitem, os professores deveriam considerar a relação entre a alfabetização e outras práticas sociais.

Todas essas propostas são válidas para construir uma escola construtivista em que os pais e alunos possam estar presentes na ação alfabetizadora auxiliando e contribuindo cada vez mais com suas especificidades; fazer com que os alunos com dificuldades possam alcançar o colega mais avançado, dando uma atenção especial, um complemento de reforço, podendo assim ajudar indivídualmente sem constrangimentos; e fazer relação com a sociedade através da alfabetização fazendo com os meninos e meninas possam conhecer novos mundos, novas possibilidades para que sozinhos possam construir uma fomação crítica, para uma sociedade diversificada.









quarta-feira, 15 de julho de 2009

Contexto de alfabetização na aula


Autores: Ana Teberoski , Núria Ribeiro


Podemos dizer que é aceitável ao iniciar a educação infantil, que os meninos e meninas, tem conhecimentos sobre a linguagem escrita. Essa idéia vai contra à visão tradicional de que meninos e meninas são vistos como ignorantes, imaturos e necessitados de preparação antes de aprender. Daí, seguem as duas orientações teóricas que coincidem no rechaço dessa perspectiva tradicional. Temos então, a orientação construtivista, que defende o trabalho cognitivo de meninos e meninas realizado a partir de informações provenientes do ambiente familiar e social.

E a orientação socioconstrutivista para a qual os conhecimentos iniciais como produto de um ambiente familiar stimulante e da presença de adultos sensíveis às demandas do menino e da menina e fazem parte da "alfabetização emergente". Neste capítulo, apresentaremos uma ilustração de como considerar esses fatores, a fim de identificar as melhores práticas para a aprendizagem inicial da leitura e da escrita. A informação e os conhecimentos iniciais na alfabetização.

**Dado que a informação não é algo externo ao contexto no qual os meninos e as meninas recebem informações e aprendem, podemos citar:

- Contexto de manipular e olhar os textos como livros, jornais, revistas, cartas e todo tipo de portadores de textos e também a sua relação entre ações e objetos.

- Contexto de observar essas mesmas ações junto com os adultos.

- Contexto de escutar a leitura em voz alta e de participar em intercâmbios verbais.

- Contexto da relação entre contexto e texto, podemos citar onde olhar no rótulo para localizar o nome de um produto, onde está escrito o nome com associação a um desenho.

- Contexto de escrever em "voz alta" , ditando a um adulto.

- Contexto de perguntar e receber respostas dos adultos e de seus próprios companheiros.

- Contexto de imitar a leitura, produzir escritas, antecipar o conteúdo de um conto, etc.

- Contexto de escrever por si mesmo textos longos que escutaram e memorizaram.

Ou seja, a informação provém da interação com os objetos escritos e com os leitores e escritores assim como das próprias ações do menino e da menina. Trata-se apenas de informação a partir do qual se elabora conhecimento devido à atividade cognitiva do menino e da menina.

A atividade cognitiva individual muitas vezes atenua a influência social.

Onde podemos citar uma diferença entre a perspectiva de alfabetização emergente e a construtivista: para a primeira a situação dessa criança é de carência; para a segunda, inclusive os filhos de pais analfabetos ou pouco letrados chegar à escola com certos conhecimentos, já que, embora só possam contar com suas próprias ações e relações, e não disponham das oportunidades de escutar leitura de livros e de ter livros, também, são capazes de se fazer perguntas e de desenvolver idéias sobre a escrita.

**Diferentes contextos de alfabetização na sala de aula:

Da relação entre ações e objetos em geral, interpreta-se que a atividade do usuário com respeito a um objeto escrito (livro, jornal, carta) fica reduzida à leitura do conteúdo do texto, sem considerar toda a diversidade de ações específicas possíveis ou de outras atividades compatíveis com eles.

Portanto, poderiam ser programados em sala de aula, ações com os suportes, por exemplo, uma classificação dos mesmos em função das atividades específicas às quais podem dar lugar: os livros com ilustrações para olhar e ler,os dicionários para buscar e consultar,as cartas para ler, etc. Também fazer circular as expressões lexicais que se utilizam para denominá-las : "buscar","folhear","assinalar","ler",etc.

Também nesse sentido poder-se-ia programar em aula uma classificação dos suportes em função das respostas compatíveis e que podem dar lugar à livros com ilustrações, cartas para serem lidas e respondidas, a poesia pode ser lida, memorizada, recitada.

**Do observar ações dos adultos

O adulto exemplifica as funções dos suportes materiais e dos textos em suas ações de ler/escrever. A observação dessas ações é outro contexto de aprendizagem em ação. Pois bem, muitas vezes a função fica implícita e, embora a ação possa ser imitada pelo menino e pela menina, não se compreende a função .

O menino e a menina em processo de alfabetização diferenciam entre desenho e escrita. Como foi exemplificado aqui, em que numa imagem assinalam e dizem que é "um gato", identificando o desenho. Mas, não sabem o porquê dessa diferença, não sabem interpretar todas as ilustrações, nem tampouco compreendem a variedade da relações entre desenho e texto. Por isso, é importante chamar a sua atenção sobre os aspectos figurativos próprios da ilustração (comparando entre desenho e objeto real) e ausentes na escrita e sobre os aspectos de alinhamento, ou seja, de disposição sobre a linha, próprios da escrita e não necessariamente presentes na ilustração.

**De escutar a leitura em voz alta

Nesse contexto, com freqüência, os pais lêem contos para os seus filhos , com o objetivo de entretê-los e compartilhar uma atividade por exemplo, antes de dormir. A autora comenta que a leitura pode ter própositos de aprendizagem também. Alguns de sentido amplo , como ficar habituado ao estilo formal da linguagem escrita, e outros mais analíticos, como reproduzir o discurso direto dos personagens ou aprender um vocabulário novo.

**De escrever "em voz alta", ditando ao professor

Antes mesmo de saberem ler ou escrever os meninos e meninas podem ditar para um adulto, o propósito é de ajudar a produzir um estilo formal de liguagem. o professo pode centrar a atenção nos aspectos gráficos da escrita: nas letras, nas palavras, na correspondência fonográfica ou nos procedimentos mais gerais do ato de escrever, tais como a direção, o alinhamento ou organização geral do espaço gráfico. Quando o professor se faz de "escriba", toma uma posição vincária e respeito de algumas capacidaddes que meninos e meninas ainda náo dispõem, mas dá lugar a que exercitem e melhorem outras que já possuem.

**De perguntar a receber respostas

O propósito de criar um contexto de perguntas e respostas é iniciar a obter informações, ebaborar compreensão, resolver dúvidas e raciocinar sobre a escrita e a linguagem escrita. As investigações mostram que ensinar a fazer perguntas ajuda na compreensão do que é lido e que a porcentagem de perguntas aumenta quando há um tutor humano que favorece as perguntas e oferece respostas.

Existem elementos que confundem a compreesão no aprendizado como por exemplo: no caso das letras como grafias, ou seja, como unidades gráficas exclusivamente, ou a letras como grafema, unidade bilateral construída como signo composto por significados. A criança deve integrar ambos os tipos de informação , para compreender o princípio de organização alfabética de relação fonográfica.

**De suas próprias ações de escrever
Insistir para que a criança escreva é uma das tarefas mais insistêntes na alfabetização, assim eles podem demostrar o controle através da leitura da própria escrita. A variedade interna que junto com a exigência de qualidade mínima, faz parte do conhecimento gráfico desenvolvido pelos meninos e meninas sobre a estrutura interna das palavras. É importante explorar a leitura do que o aluno produz escrevendo, para poder fazer ligações dos conteúdos minímos que o aluno adquiriu e ir acompanhando o seu processo de aprendizagem da escrita.

**De produzir textos longos

Para os meninos e meninas poderem produzir textos longos é necessário que eles aprendam aspectos discursivos e textuais da linguagem escrita. é importante na alfabetização dá-se primeiro ênfase na leitura partindo em conjunto e valorizando posteriormente a escrita. A produção de textos mais longos, são atenuadas de detalhes como espaços longos, vírgulas, letras maiúsculas e minúsculas, signos das várias ortografias entre outros. É necessário que se tenha um bom começo e através da evolução na aprendizagem da leitura e escrita que podemos tornar a escrita mais complexa com produções de textos longos.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

O BOOM (OU PUM?) DA EDUCAÇÃO


Artigo







Sem exceção: Toda criança de entre dois e quatro anos de idade, pelo menos, é fascinada pelas palavras bunda, pum e cocô. Ao pum, prefere peido, mas isso é fácil de contornar, quando sabem que o sentido é o mesmo, sendo mais sonora e fácil sua pronúncia. O interessante é que a criança nem precisa ouvir essas palavras para se apegar a elas. Por mais que as evitemos, uma dia elas surgem gargalhando e dizendo-as, entre brincadeiras que as inserem de alguma forma.


Já é uma rebeldia ingênua da criança. Ela percebe que os adultos se incomodam, se não sempre, pelo menos vez e outra, especialmente quando há visitas na casa, e essa é uma forma de contrariar. Começam a descobrir que há um grande prazer em gerar contrariedade, o que se torna uma constante na adolescência, anos depois, e por toda uma vida, com mais ou menos intensidade. Em momentos como este, devemos encontrar a chance de convergir essa prática para algo mais moderado e até mesmo divertido e prazeroso para essa criança. Isso vai depender de uma grande sensibilidade, e valerá a pena, quando virmos que a prática acabou por se tornar até mesmo lúdica, educativa.


Criei, com minha filha Júlia, de dois anos e meio, três personagens: O Bundido, cuja característica sobressalente são suas nádegas caricatas e enormes; o Punzaldo e o Cocozildo, seguindo a mesma prática de fazer sobressaírem suas características de formas divertidas e caricatas. Desenhei essas personagens em papelão, recortei-as e dei-lhes voz, como se faz com fantoches. Chamei a Júlia, e sem proposta explícita apresentei-lhe os amiguinhos, fazendo-os conversar com ela. Júlia adorou a novidade, e já se passaram meses sem que isso deixasse de ser novidade para ela.


O fato é que a Júlia esqueceu de ficar falando ao léu e sem contexto, as palavras que não me incomodam, mas que em dados momentos são inconvenientes, já que a criança tende ao excessivo e ao renitente, justo por querer causar inquietação no adulto. Ela agora estabelece diálogos com as personagens e passa horas brincando com eles, criando as mais diversas situações, das quais participo quando estou disponível.


Há que se entender as inquietações de uma criança e sua carência de exteriorizar um mundo que as invade e tem que transbordar. Esta é apenas uma situação das inúmeras que surgem no dia-a-dia. Se perdermos a compostura e partirmos para a repressão aberta, seremos enfrentados. E olhe, que se não tivermos presença de espírito o nosso filho “vence” as “batalhas” travadas pelo seu desejo de exatamente nos tirar de nossa segurança e serenidade necessárias.


No fim das contas, nossa criatividade para lidar com essas situações que envolvem a livre educação de nossos filhos resultará o incentivo à criatividade dos mesmos para a vida presente e futura. Afinal, educação é imitação... E no que é que desejamos ser imitados por eles?


Demétrio Sena 26/02/2008


Fonte: http://sitedepoesias.com.br/poesias/26648

Achei esse artigo interessante, pois, é uma atitude que poderia ser trazida para área educacional que além proprocionar diversão e entreterimento formula a quebra de tabus que a criança tem em certos assuntos.


segunda-feira, 22 de junho de 2009

Texto: Oralidade e escrita perpectivas para o ensino de língua materna


Autores: Leonor Lopes Fávero, Maria Lúcia C. V. O. Andrade, Zilda G. O. Aquino




Produzi um texto com um trabalho que o professor Ivan fez em sala de aula em relação ao texto. Ele fez questões sobre texto, pediu para responder em dupla, depois trocou os textos na sala aleatóriamente e pediu para que a dupla pudessem ser avaliadores do texto do colega e ao final entregaria o texto inicial corrigido para cada dupla fazendo com que produzisse um texto sobre o conteúdo.



O texto trata da dialética entre a língua falada e a escrita, no texto a fala é considerada o meio de comunicação primária em relação a escrita.


“Todas as culturas fazem o uso da comunicação oral; muitas línguas que são ágrafas. De uma perspectiva histórica e da teoria do desenvolvimento, a fala é claramente primária”. Diz Biber (1988:8). Alguns autores deste século partem do princípio de que a língua falada deve ocupar um lugar de destaque nas salas de aula, muitos alunos vão para a escola sem saber ler ou escrever, mas chegam com a sua língua oral caracterizada no meio em que vive, isso interfere na forma de aprendizado da escrita porque as duas línguas tomam distanciamento do que cada um já sabe com o que vai ser ensinado.


Há autores que defendem outro ponto de vista em que não se trata de “ensinar a fala” (Bechara, 1985), mas de mostrar o aluno a grande variedade de uso da fala, conscientizando de que a língua não é homogênia e pode ser trabalhada de diversas formas, do coloquial ao mais formal ensinando as modalidades para que eles possam utilizar em lugares distintos e adequados, isso é transformá-los em ”poliglotas dentro de sua própria língua”(Bechara, 1985).


A fala e a escrita são organizadas por conceitos e construções diferentes.


A fala por muito tempo foi considerado um lugar de caos por ser compostas de inúmeros elementos como (pausa, hesitação, alongamento de vogais e consoantes, repetições, ênfase truncamento, entre outros). Para os estudos da língua falada, torna-se fundamental analisar como se instaura a conversação.
A atividade conversacional é atividade em que se encontram dois ou mais interlocutores que revezam constantemente, para fazer um produção interacional ou organizada podendo até se resumir com perguntas e respostas. Suas falas são ordenadas em turnos que é a produção do falante enquanto ele está com a palavra, incluindo a possibilidade do silêncio; na conversa existe a alternância de turno dos participantes, isto é, ora um é o falante ora o outro é ouvinte, mas podem haver casos em dois falam juntos ou um sobrepõem o outro em uma conversa.


O texto aponta que há quatro elementos básicos que contribuem para a estruturação do texto falado. Estes elementos são o turno, o tópico discursivo, os marcadores conversacionais e o par adjacente cada um tem suas classificações e suas derivações que são bem específicas em uma conversa.


A textualidade se constitui por dois fatores básicos coesão e coerência. Muitos autores não fazem distinção entre elas, usando um termo ou outro para os dois. Alguns quando querem definir coesão usam termos como coerência microestrutural ou coerência global e ao definir coerência propriamente dita se referem como coerência macroestrutural ou coerência global.


No texto, o estudo de Fávero é a referência, sua análise da coesão e coerência no texto falado devem ser feitas de modo distintos da análise em texto escrito, pois a conversação é de natureza diferente , ela se produz dialogicamente, como criação coletiva dos interlocutores.


Nos estudo de Fávero (1992, 1999) é o recurso aplicado com maior freqüência que se divide em coesão referencial, recorrencial ou seqüencial. Dentre as possibilidades de ocorrência de coesão referencial, a autora destaca alta incidência de repetições de palavras que é facilmente perceptível, revelando falta de agilidade na busca da melhor expressão ou um recurso para continuar turno. Para a coesão recorrencial destaca-se interpretação de um texto ou fala sem alteração das idéias originais ou seja o uso da paráfrase. Já coesão seqüencial há presença de conectores, intra e intertunos, promovendo a continuidade ou funcionando como marcador para continuar ou saltar o turno. Para Fávero o texto conversacional é coerente o problema é que pode seguir a ordem cognitiva dificultando a detecção de marcas lingüísticas, ela se dá com base nas relações referenciais estabelecidas pela organização tópica.


Com tantas classificações que foram apresentadas sobre a fala, seria até interessante ensiná-la nas escolas, mas isso seria desvalorizar a diversidade cultural e lexical que o nosso país tem, tornar homogêneo uma língua que atinge 27 estados é difícil e não respeitaria sua identidades locais que em apenas um estado são encontrada várias. Acredito que tornar nossos alunos poliglotas em sua própria língua seja bem mais vantajoso para ambas as partes, proporcionando uma gama de possibilidades.


Texto: Processos iniciais de leitura e escrita


Autora: Rosineide Magalhães de Sousa



Esse texto orienta o educador que antes de cada criança fazer parte da vida escolar já existe um contato com a leitura mesmo sem terem conhecido as ordens das letras e formações de palavras; eles acabam fazendo a leitura de imagens, através de rótulos, de comerciais, de logotipos e etc... que convive no dia-a-dia através de compras no mercado, no bazar, na padaria e outros. Apartir dessa realidade que os professores poderíam trabalhar com a alfabetização na sala de aula.


Para não precisarmos usar o processos de repetição de cada letra ordenadamente como sempre foi ensinado, exige do aluno uma memorização induzida e não conduzida, podemos apresentá-las de formas mais completas e com significados o que faz com que os alunos exercitem mais o seu lado criativo e cognitivo.


Por isso, que quando estamos planejando nossas aulas, é importante escolher textos e palavras diferentes para estudar com as crianças assim podemos explicar e trabalhar a finalidade de cada um.


O texto apresenta diferentes formas para se trabalhar com os alunos, gêneros textuais e tipos textuais auxiliando nas dúvidas e utilizações, porque essas confusões as vezes se perpertua até o final da oitava série. Quando bem trabalhadas no ínicio de suas descobertas ao longo do processo de leitura e aprendizagem desembaraça essa compreensão .


O texto sugere o desenvolvimento de diferentes habilidades que são utilizadas para leitura, escrita , interpretação, compreensão, memorização e outros; na sala de aula através das práticas pedagógicas que podem ser aplicadas no seu trabalho de construção para ensinar na sala de aula.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Gênero textual é mesma coisa que Tipo textual?


Bem tipo textual não é a mesma coisa que gênero textual, depois de muito ler e de me confundir porque os dois são muito parecidos; acho que compreendi. Tipo textual é a forma como um texto se apresenta, forma de expressar um nível de idéias, mensagens, assunto; é uma distribuição adequada das idéias,seja oral, escrito ou visual, supõe todos os seis elementos da comunicação: descrição, narração, dissertação,exposição, injunção e dialogo.
Já Gênero textual é a forma como o texto se apresenta, expressa uma forma específica para comunicar seus objetivos específicos ex: bula de remédio , piada, telefonemas e etc... Bem Acho que é assim rsrs ainda estou confusa.